A situação de emergência em Apucarana foi reconhecida pelo Governo Federal em 19 de outubro de 2026, após o temporal que atingiu o município. O anúncio foi feito pelo prefeito Rodolfo Mota, segundo a Prefeitura.
A tempestade de granizo e os ventos de até 125 km/h ocorreram em 21 de setembro. De acordo com a Prefeitura, o Governo do Paraná reconheceu a situação de emergência cinco dias depois.
O reconhecimento federal envolve moradores atingidos, trabalhadores que possam se enquadrar nos critérios do saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e estruturas públicas danificadas. A medida foi comunicada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC).

Segundo a Prefeitura, a decisão amplia as possibilidades de solicitar recursos para a reconstrução, enquanto equipes municipais seguem atendendo famílias e trabalhando na recuperação da cidade. O balanço divulgado em 19 de outubro também abordou a distribuição de materiais e a continuidade da limpeza.
Reconhecimento federal permite pedidos de recursos e movimenta acesso ao FGTS
Com a situação de emergência em Apucarana reconhecida pelo Governo Federal, a Prefeitura pode apresentar pedidos de recursos para recuperar estruturas públicas danificadas pelo temporal. Entre os locais citados pelo prefeito Rodolfo Mota estão escolas, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e outros prédios públicos.
O saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderá ser solicitado por trabalhadores que atendam aos critérios estabelecidos. Segundo a Prefeitura, o procedimento não é automático e depende do cumprimento das etapas exigidas.
A publicação oficial da medida no Diário Oficial da União estava prevista para 20 ou 21 de outubro de 2026. Após a publicação, os trabalhadores poderiam consultar as informações pelo aplicativo do FGTS e solicitar o saque à Caixa Econômica Federal, conforme as regras aplicáveis.
Para moradores com dúvidas ou dificuldades de acesso, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) estarão disponíveis para orientar sobre os procedimentos. A orientação foi informada pelo prefeito Rodolfo Mota durante a apresentação do balanço municipal.
Atendimento às famílias e distribuição de telhas após o temporal
Até 19 de outubro, mais de 3 mil famílias, cerca de 10 mil pessoas, haviam recebido acolhimento ou atendimento de serviços municipais, segundo a Prefeitura. Moradores que ainda enfrentam dificuldades relacionadas ao temporal podem procurar o CRAS de referência.
Conforme a necessidade identificada no atendimento, podem ser feitos encaminhamentos para benefícios sociais, cestas básicas, kits de higiene e limpeza, colchões e outros itens de apoio. A Prefeitura informou que as equipes municipais continuavam mobilizadas para atender as famílias atingidas.
Nas ações emergenciais, a Prefeitura e a Defesa Civil distribuíram mais de 25 mil telhas, transportadas em oito carretas. Rodolfo Mota classificou a operação como inédita pela dimensão da entrega realizada no município.
A Defesa Civil do Paraná liberou R$ 780 mil para que o município pagasse as telhas aos fornecedores, de acordo com o prefeito. Mota também agradeceu aos servidores municipais, inclusive aos que tiveram as próprias casas atingidas e permaneceram trabalhando, e a instituições que ajudaram as famílias, entre elas Sanepar, Caixa Econômica Federal, OAB, Sesc, Apucarana Futsal, Lions Club Internacional e Clube de Carros Antigos.
Limpeza e recuperação de Apucarana seguem em andamento
A Secretaria de Serviços Públicos recebeu quase 3 mil novas solicitações oficiais para retirar galhos, árvores, telhas e entulhos, informou a Prefeitura. Até o fechamento do balanço apresentado em 19 de outubro, cerca de 20% dos pedidos formalizados tinham sido atendidos.
Além das solicitações registradas, houve serviços em espaços públicos, escolas, CMEIs e igrejas. A estimativa municipal era de que a retirada dos materiais relacionados ao temporal exigisse pelo menos mais 60 dias.
O prazo para concluir a limpeza poderia ser afetado pelas condições climáticas, segundo o prefeito Rodolfo Mota. Ele também afirmou que o atendimento às famílias precisa continuar durante a recuperação, que, conforme declarou, envolve o aspecto emocional e a retomada da sensação de segurança.

