Premiação Inovadora em Educação
A conquista da professora Gislaine Andrade Ockner, da rede municipal de Apucarana, com o Prêmio Cooperar para Transformar na categoria Educador Transformador, reflete o crescimento de iniciativas que promovem não apenas a educação, mas uma educação transformadora. Este prêmio é um marco significativo na educação brasileira, reconhecendo o esforço de professores que, por meio de projetos inovadores, são capazes de impactar suas comunidades de maneira significativa. Durante a edição de 2025, o evento atraiu 1.817 inscrições, o que demonstra a vasta diversidade de ideias e práticas educacionais sendo desenvolvidas em todo o país.
O tema central daquela edição do prêmio, “Diversidade que Soma, Cooperação que Multiplica”, abrange a essência da educação cooperativa, onde alunos, educadores e a comunidade se unem com um propósito maior: gerar um impacto positivo na sociedade. O reconhecimento de Gislaine não é apenas uma vitória pessoal, mas um reflexo do potencial que a educação possui para transformar realidades e criar um futuro mais sustentável e colaborativo.
O projeto da professora Gislaine faz parte de um movimento maior, que busca valorizar e reconhecer a educação como um pilar fundamental para o desenvolvimento social e ambiental. Nesse contexto, é essencial que as escolas sejam estimuladas a implementar propostas que integrem questões ambientais, sociais e pedagógicas, formando cidadãos conscientes e críticos.

O Que é o Prêmio Cooperar para Transformar
O Prêmio Cooperar para Transformar é uma iniciativa promovida pelo Instituto Sicoob, cujo objetivo é reconhecer e incentivar projetos que fomentem a cooperação e a educação sustentável. Desde a sua criação, o prêmio tem promovido a valorização de educadores que, através de seus projetos, conseguem impactar suas comunidades positivamente, trazendo à tona questões referentes à diversidade, inclusão e sustentabilidade.
No ano de 2025, o prêmio contou com uma alta adesão, com 1.817 projetos inscritos. Essa participação maciça destaca o engajamento de educadores em todo o Brasil que buscam alternativas inovadoras para promover mudanças em suas comunidades. O processo de seleção é rigoroso e avalia a proposta dos projetos, bem como seu potencial para gerar impacto educacional e social.
A importância desse prêmio vai além do reconhecimento individual; ele traz à tona a necessidade de um olhar mais atento às práticas educacionais que fomentam não apenas o aprendizado acadêmico, mas também o desenvolvimento de competências socioemocionais e ambientais. Os projetos premiados servem como exemplos para que outros educadores se inspirem e busquem implementar soluções semelhantes em suas escolas, multiplicando o número de iniciativas positivas pelo país.
Impacto Social e Ambiental do Projeto
O projeto desenvolvido pela professora Gislaine é um verdadeiro exemplo de como a educação pode estar atrelada ao ativismo social e ambiental. Ao abordar temas relacionados ao uso excessivo do plástico e suas consequências, ela está contribuindo para uma conscientização que vai muito além da sala de aula. O projeto não apenas educa, mas também mobiliza alunos, famílias e a comunidade ao redor em torno de uma causa importante.
A montagem de um ponto de coleta de tampinhas de garrafa, por exemplo, mostrou-se eficaz. Os alunos foram incentivados a trazer as tampinhas, criando um canal de comunicação entre a escola e suas famílias, além de conscientizar sobre a problemática da poluição plástica. Essa ação promoveu a participação ativa de todos os envolvidos, fazendo com que cada integrante da comunidade se sentisse parte de uma solução maior.
Além disso, a colaboração com um projeto social para a troca das tampinhas por cadeiras de rodas e outros itens essenciais evidencia um impacto direto na vida de pessoas que necessitam de apoio. Essa iniciativa, portanto, possui uma dupla função: a de educar sobre sustentabilidade e a de promover uma ação social real e significativa.
Desenvolvimento Sustentável na Sala de Aula
Desenvolver práticas de educação sustentável na sala de aula é essencial para formar alunos conscientes e responsáveis. O projeto da professora Gislaine exemplifica como é possível integrar conteúdos curriculares com a discussão de temas ambientais relevantes. A inclusão de vídeos, gráficos e documentários sobre as mudanças climáticas e a COP 30 proporcionam uma base teórica substancial que enriquece o aprendizado dos estudantes.
Essa abordagem multidisciplinar também permite que os alunos aprendam a pensar criticamente sobre as informações que recebem, além de incentivá-los a participar ativamente das discussões. A educação ambiental não deve ser vista como um mero complemento ao currículo, mas sim como uma capacidade essencial que pode e deve ser integrada em diversas disciplinas, desde ciências até arte e literatura.
Além disso, a professora utilizou materiais didáticos de maneira sustentável, implementando coletores de tampinhas em cada sala de aula, o que não só contribuiu para a limpeza do ambiente escolar, mas também transformou a sala de aula em um local de aprendizado ativo onde os alunos podem observar os resultados de suas ações. Isso reforça a ideia de que pequenas atitudes diárias podem resultar em mudanças significativas no mundo.
Conscientização sobre o Uso do Plástico
A educação sobre o uso responsável do plástico é de suma importância nos dias de hoje, dado o aumento da poluição plástica em nossos ecossistemas. O projeto de Gislaine insere essa temática no cotidiano escolar, permitindo que os alunos compreendam a relevância do problema e desenvolvam habilidades para a resolução dessas questões em suas próprias vidas.
Ao abordar o impacto ambiental do plástico, os alunos têm a oportunidade de refletir sobre suas próprias práticas de consumo e o papel que desempenham na preservação do meio ambiente. Essa conscientização é fundamental, pois prepara as novas gerações para serem consumidores mais críticos e agentes de mudança.
Além de discutirem sobre o uso do plástico nas aulas, os alunos foram incentivados a pesquisar e apresentar soluções criativas para reduzir seu uso nas suas rotinas diárias, além de trazer à tona ideias para promover alternativas ecológicas. Tal prática os envolve ativamente no processo de ensino-aprendizagem, tornando-os mais engajados e responsáveis.
Resultados do Projeto para a Comunidade
Os resultados do projeto vão além da premiação e do reconhecimento individual. Uma das maiores conquistas é a mudança de comportamento observada na comunidade. A mobilização em torno da coleta das tampinhas não apenas resultou na produção de bens para aqueles que necessitam, mas também promoveu um sentimento de união entre as famílias e a escola.
Dados da iniciativa podem ser analisados em termos da quantidade de tampinhas arrecadadas e da participação das famílias, o que mostra um impacto positivo significativo. Essa colaboração entre a escola e a comunidade serve como um exemplo claro de como a educação e a solidariedade podem caminhar juntas para criar um futuro mais justo e humanitário.
Além disso, o projeto pôde ser um exemplo não só para outras escolas de Apucarana, mas também para instituições de outros municípios, que podem se inspirar e adaptar a proposta às suas realidades, ampliando ainda mais o alcance das práticas de educação ambiental.
Iniciativas de Educação Transformadora
Iniciativas como a de Gislaine são essenciais para a transformação da educação no Brasil. Elas não apenas promovem consciência ambiental, mas também integram a comunidade na busca por soluções coletivas para problemas sociais. Um aspecto positivo da educação transformadora é que ela incentiva os alunos a pensar de forma crítica e a se tornarem protagonistas de suas histórias e de suas comunidades.
No cenário atual, onde as questões sobre sustentabilidade se tornam cada vez mais urgentes, é fundamental que educadores desenvolvam práticas inovadoras que incluem a participação dos alunos, promovam a pesquisa ativa e estimulem o engajamento cívico. A educação transformadora traz uma nova dinâmica para o aprendizado, onde não apenas se absorvem informações, mas se gera conhecimento coletivo e se busca a ação.
O desenvolvimento de projetos semelhantes a este pode ser um caminho viável para alunos que, ao se conscientizarem sobre suas responsabilidades, tornam-se cidadãos mais ativos e influentes em suas comunidades, ampliando o entendimento sobre as interconexões entre vida social, econômica e ambiental.
O Papel da Educação na Sustentabilidade
A educação é uma ferramenta poderosa para alcançar a sustentabilidade em nossas comunidades. Projetos como o da professora Gislaine demonstram que é possível alinhar educação, solidariedade e conscientização ambiental de maneira eficaz. A construção de um comportamento sustentável começa nas escolas, onde os jovens aprendem a se importar com o planeta e com as pessoas que estão ao seu redor.
Integrar questões ambientais no currículo educacional pode influenciar as atitudes e comportamentos dos estudantes. Com uma formação que valoriza o cuidado com o meio ambiente, é possível transformar não apenas a maneira como os alunos se veem, mas como enxergam a sociedade e seu papel nela. Isso resulta em uma geração de jovens mais capazes de enfrentar os desafios ambientais que oura geração criou.
Assim, a educação não deve ser vista apenas como um meio de adquirir conhecimento, mas como um espaço onde as práticas colaborativas e inovadoras podem ser desenvolvidas, impactando a sociedade de forma significativa. Embora o desafio seja grande, o exemplo da professora Gislaine e outros educadores que promovem projetos sustentáveis provam que é possível transformar a educação em um agente de mudanças sociais e ambientais.
Depoimentos sobre o Projeto
Os depoimentos de alunos, pais e colegas que participaram do projeto de Gislaine são fundamentais para compreender o impacto gerado na comunidade escolar. Vários alunos relataram como a experiência de coletar tampinhas e entender o seu impacto no meio ambiente fez com que eles se sentissem mais úteis e parte de algo maior.
Os pais, por sua vez, expressaram gratidão pelo envolvimento e formação que os filhos receberam, ressaltando que o projeto aproximou famílias e escolas, criando um verdadeiro ciclo de aprendizado e colaboração. A participação efetiva das famílias fortalece a base para um trabalho educacional, pois os alunos percebem que são parte de uma rede maior, que inclui não apenas seus professores, mas também seus pais, amigos e vizinhos.
A professora cita que, ao longo do projeto, muitos alunos desenvolveram novas ideias e soluções sobre como reduzir o uso de plástico em suas casas, e isso demonstra que o aprendizado foi efetivo e se propagou para fora dos limites da sala de aula. São essas experiências que realmente fazem a diferença, principalmente em um contexto educacional que busca não apenas preparar os alunos para o mercado de trabalho, mas formar cidadãos conscientes e responsáveis.
Futuro da Educação Ambiental em Apucarana
O futuro da educação ambiental em Apucarana parece promissor, especialmente após o reconhecimento do trabalho da professora Gislaine. É evidente que outras escolas e educadores podem se inspirar no modelo apresentado. A conscientização em torno das questões ambientais é um movimento crescente, e iniciativas como essa oferecem uma base fundamental para o desenvolvimento de projetos similares.
A ideia de que cada aluno pode ser um agente de mudança na sociedade é um passo importante para que as futuras gerações desenvolvam uma mentalidade voltada à proteção ambiental e à responsabilidade social. Com o apoio das autoridades locais e uma ligação forte entre escola e comunidade, é possível fomentar um ambiente educacional que valorize a sustentabilidade como um princípio ativo no cotidiano das pessoas.
Além disso, a continuidade de iniciativas como capacitações para professores e eventos que promovam a troca de experiências entre instituições de ensino pode servir para que a educação ambiental se torne uma prioridade nas escolas. Com isso, espera-se que Apucarana se destaque como um exemplo em termos de práticas educativas inovadoras e transformadoras.


